Fiel, mas nem tanto, espectador do CQC, ou Custe o Que Custar da Band, eu vi essa semana a visita do “repórter” Danilo Gentili, ou “O cara do aerolito” à nova casa de Inri Cristo, ou o “Reino de Deus” como ele e seus discípulos clamam.

Risadas e sotaques (Pfái) à parte (porque o próprio Inri é uma pessoa com um senso de humor peculiar e joga sinuca numa mesa com a estrela de Davi), sempre que vejo o figurão, não tenho como não parar pra pensar na probabilidade dele ser o verdadeiro Jesus Cristo. O Marcelo Tas até cogitou: “Já pensou se ele é mesmo o filho do ‘Pfái’ e agente tá aqui brincando com isso?”.

Quando penso nos argumentos, essa dúvida vai embora:

  • Ele diz ser a reencarnação de Jesus, enquanto Jesus nunca disse que viria reencarnado, antes num corpo transformado e, provavelmente adulto. Esse argumento seria dizer que ele concorda com o Espiritismo, mas a doutrina espírita reza que Cristo nunca poderia reencarnar, pois já alcançou o mais alto grau espiritual;
  • Ele assume o nome de Inri, nome dado por chacota pelos romanos na crucificação. Mas esse não é um ótimo um argumento, afinal usamos a cruz, um objeto de tortura, como símbolo da nossa fé;
  • Ele não apareceu na terra com tudo que tem direito: mudanças no céu e na lua, perseguição dos discípulos dele e nem mesmo reconhecimento mundial;
  • Parece-me que ele mesmo exige que em suas entrevistas e participações só sente-se se for num trono. Como assim? Estrelismo divino?

Os argumentos dele acabam servindo mais pra mostrar a falsidade de sua messianidade que mostrar que ele é o verdadeiro Filho do Pai.

Apesar de todo o esforço, tudo que vejo o Filho do Pfái fazer é tentar provar que é o Messias redivivo. Ninguém o leva a sério, seu poder de argumento é zero. Não vejo ninguém nem mesmo simpatizar com as idéias dele a nãos er seus discípulos.

Se fosse o Cristo em sua primeira vinda, até que teria consistência o argumento do Inri, mas Cristo em sua segunda vinda continua no gueto, continua como um homem aparentemente comum? Se ao menos ele provasse o seu poder, deixando-se ser morto e sendo ressucitado.

Das duas uma: ou ele não é o Cristo que afirma ser, ou eu não sou ovelha desse pastor. O meu Pastor dá a própria vida por mim!

“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas.(…)As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.” Evangelho de João, capítulo 10.

Fotos por baldorium.

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