Já publiquei aqui um texto sobre os artistas que são cristãos e não ficam divulgando isso pros quatro cantos. Volto um pouco nesse assunto e em outro já tratado aqui anteriormente: o pensamento de Agostinho.

Finalmente estou lendo o livro Confissões e tenho lido ali uma das pessoas com quem mais me identifiquei na vida. Não que eu esteja me comparando com o bispo de Hipona, eu sei que não sou o único a sentir isso, porém o fato de Agostinho pensar sempre de uma forma humilde e consciente sem deixar de ser apaixonado me faz identificar ali muitas das minhas angústias e dilemas.

No capítulo IV do Livro Terceiro Agostinho critica o pensamento de Hortênsio de Cícero, um pensador de sua época e mostra como a leitura de um diálogo do pensador colaborou para que ele mudasse o objeto de seus anseios, fazendo-o aproximar de Deus.
Ele ficou realmente apaixonado (o ardor) pela sabedoria de Hortênsio e aquelas palavras mexeram com Agostinho. Dizia que as palavras do pensador o levavam à verdadeira Sabedoria, não a esta religião ou àquela seita. Ele só levanta um porém, o qual transcrevo aqui:

Só uma coisa me arrefecia tão grande ardor: não ver ali o nome de Cristo. Porque este nome, Senhor, este nome de meu Salvador, teu Filho, por tua misericórdia eu o bebera piedosamente com o leite materno, e o considerava, no mais profundo de meu coração, em alto apreço; e assim, tudo quanto fosse escrito sem este nome, por mui verídico, elegante e erudito que fosse, não me arrebatava totalmente.

Lindamente mostra que o nome de Jesus, pelo qual nós somos salvos e purificados, é muito maior que bandas, músicas e suas letras.

Fotos por echobase_2000 e MaxGiuliani

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O Toque no Altar será a atração especial de mais uma edição da
tradicional Festa do Tomate na cidade de Paty do Alferes, interior
fluminense na noite de 21 de maio.

E de acordo com o ministro de louvor, Rafael Bitencourt, o Toque no Altar será representado pela equipe completa.

Fonte: SuperGospel

Desculpe, mas não consegui evitar a piada: finalmente um grande desejo meu será realizado. Toque no altar e jogar tomates no mesmo evento!

Esses dias e acho que desde sempre, tenho me perguntado se algumas bandas são evangélicas, ou seja, se professam a fé em Cristo e se realmente revelam isso através de suas músicas.

Existem bandas cristãs como Third Day e Oficina G3 e cantores como André Valadão e Jeremy Camp que falam claramente de Deus em suas músicas, até citando passagens bíblicas. Muitas dessas músicas são usadas no momento de louvor coletivo de igrejas por todo o mundo. Até acho bonito saber que pessoas de várias denominações cantem as mesmas músicas no domingo à noite, dá uma idéia de que estamos todos no mesmo pensamento, um povão de Deus mesmo.
Mas existe também uma minoria cristã que prefere sair da “rotina gospel” e fazer uma música mais subjetiva e pessoal. Na verdade tenho visto cada vez mais bandas adotando o estilo independente e saindo da “adoração contemporânea” e fazendo música como der na telha, sem seguir um padrão, mas não deixando de falar sobre suas conversas com Deus e suas dúvidas espirituais.

Será que eles estão enganados? Será que estão nos enganando? Será que bandas como o Switchfoot e Sixpence None The Richer estão querendo só fama e glória? Eu prefiro não ir além do que os ouvidos podem ouvir.

Reza a lenda que Jon Foreman, vocalista do Switchfoot, disse num fórum da internet:

“Existe uma cisma entre o sagrado e o secular em nossas mentes modernas. A visão de que um pastor é mais ‘Cristão’ que um treinador de volei feminino é falsa e herética. A premissa que um lider de louvor é mais espiritual que um faxineiro é esnobe e falsa.(…) Algumas dessas [das nossas] canções são sobre redenção, outras sobre o pôr-do-sol, outras sobre nada em particular: escritas pelo simples prazer da música. Nenhuma dessas canções nasceu de novo, então por isso não existem músicas Cristãs. (…) julgando pelas Escrituras eu só posso concluir que nosso Deus está muito mais interessado em como eu trato os pobres e os oprimidos e os famintos que os pronomes pessoais que eu uso quando canto. (…) Eu tenho uma obrigação, entretanto, um débito que não pode ser pago pelas minhas decisões literárias. (…) Veja bem, uma canção que tenha as palavras: “Jesus Cristo” não é mais ou menos ‘Cristã’ que uma peça instrumental.” (notas minhas entre colchetes – leia mais clicando aqui)

Essa opinião do Jon resumiu muito do que eu já tentei organizar na minha cabeça. Talvez realmente não exista só um dom musical no corpo de Cristo, mas não dá pra colocar a agitação das músicas do Switchfoot no púlpito. E o amor aos que podem tropeçar por causa do rock? E a comunhão, onde vai parar?

Algumas igrejas americanas até tem usado músicas de bandas não cristãs no repertório do louvor (também aqui). Acho estranho, mas não tenho o que falar se o objetivo do louvor é atendido pela música, seja qual a origem tiver.

Não tenho uma opinião formada ainda sobre essa questão que levantei. Mas tenho uma visão de canções como as do Switchfoot. São canções sobre Deus, canções sobre Cristãos. Não são adoração explícitas visando a comunhão coletiva com Deus.
Eu, o Jon, e todos que pensam dessa forma podem estar errados, somos humanos mas a certeza é que compositores, intérpretes, treinadores e faxineiros podem louvar a Deus com o coração, seja o que estiverem fazendo. Só precisamos ter um norte quando falamos de adoração coletiva, precisamos ter certeza.
Mas mesmo assim, devemos fugir do preconceito que ronda nossas mentes falsamente fundamentalistas, achando que só o que é “inspirado” pode ser usado pra louvar a Deus.

Louvor, musical ou não, é algo que deve ser feito pelos seres humanos para Deus. É responsabilidade nossa, não de Deus.

Também tenho minha coletânia de auto-ajuda. Na verdade é meio que divina-ajuda, então acho que não vende tanto.

Ouça uma música várias vezes e tente em cada uma delas prestar atenção em um aspecto: sonoridade, vocais, letra, enredo, cada instrumento em separado, um fone de cada vez. Tente formas diferentes de ouvir música: durante uma conversa, na aula da facul, namorando (S2) etc. Sei que isso tá muito comum depois da revolução do MP3, mas encare a música como parte do momento, não como um passa-tempo, certo. Por favor, nunca faça isso com a música, ela não é pra isso.

Leia bons livros como se estivesse saboreando um doce muito gostoso. Quando a gente come algo muito gostoso, a gente pensa como aquilo é bom, agradece a Deus, planeja a próxima vez e sempre quer um pouco mais. Quando estiver lendo, saboreie cada palavra, volte, leia de novo, leia mais uma vez em voz alta, anote suas impressões. Esse ler passivo é novidade da nossa sociedade atual. Até o século XIV, todos liam em voz alta, anotavam nas bordas da página, comentavam com outros. Só depois do século XIX, deixaram-se o costume das leituras públicas e reuniões de pessoas para ouvir boas histórias. Essa leitura rápida que aprendemos no pré-vestibular é tão saudável quanto um bom fast-food (faz mal, mas ainda é assim é saboroso).

Ore e leia a Bíblia sempre. Fale com o Soberano e deixe ele responder. Comunicação é tudo e comunicação com Deus, nem se fala.

Faça exercícios regulares. É saudável, é divertido (depois de um tempo) e um bom apoio para uma vida pura e espiritualmente saudável.

Jogue um bom game* ou assista um programa de TV legal**. Desligar a mente é o canal pra não ficar doido, mas fazer isso é bem perigoso por causa da inércia mental. Doses controladas, por favor.

* Tetris, Super Puzzle Bobble, OpenTTD, Space Cadet Pinball.
** Seinfeld, Monk, Mr. Bean, Bob Esponja, Chaves.

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Pois é, graças a Deus eu estou postando de novo! Consegui manter minha palavra!

Então, depois de uma primeira postagem tão de repente, tenho que me apresentar, né? Eu sou Júlio, sou cristão por convicção e calvinista por predestinação. Moro em Taguatinga, no DF, mas posto geralmente de Brasília, onde trabalho. É pertim!
Minha família é de origem norderstino-mineira, então espere por costumes esquisitos e palavras estranhas.

Sou membro da Segunda Igreja Presbiteriana de Taguatinga, onde congrego desde que era uma sementinha. Minha mãe me ensinou o caminho em que devia andar e lá eu tô até hoje e quero que seja assim até que dê minha última folegada.
Faço parte da equipe de louvor, a Atos de Louvor desde meus 12 anos. Firme e melodicamente parte da minha vida!

Minha namorada é a mulher mais linda desse mundo e reúne tudo que eu admiro na beleza feminina. É esforçada e determinada, estuda pra caramba sua Biblioteconomia e me serve de inspiração constantemente! Desejo um dia formar uma família com ela para poder fazê-la feliz e depois de um tempo termos filhos saudáveis, compassivos com as pessoas e dedicados a Deus.

Enfim, eu sou isso aí e um monte de coisas complexas que eu vou tentar explicar (ou mesmo entender primeiro) todo dia nesse mesmo endereço.

O sentido desse blog é organizar minha cabeça e expressar essas idéias que são tão angustiantes se ficam presas a minha cadeia mental. Dá pra ficar louco se a gente não expressar o que a gente pensa/sente, sabiam?
Também pela influência positivíssima que eu já citei no post anterior.

Então, obrigado pela paciência e volte sempre!

Pra você e pra quem ler isso eu digo/escrevo:

Olá mundo!

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