Inspirado nas reflexões do pastor Perry Noble, das quais tomei conhecimento através do nosso Livreiro preferido, venho aqui fazer minhas reflexões SOBRE Domingo à noite, um pouco diferente das Sunday Night Reflections. Diferente porque, como vêem, não estou publicando reflexões no domingo à noite, mas sim refletindo sobre o dia de ontem.

  • É bom um pastor de fora na nossa igreja de vez em quando. Ainda mais pra quem sempre tem algo pra fazer na igreja e nunca visita outras igrejas.
  • Próximo domingo é aniversário da Mocidade! E tenho sentido que o tão desejado reavivamento dos jovens está começando!
  • O salmo 19 me ensinou que “O temor do Senhor é límpido”. Que palavra expressaria isso melhor do que “límpido”? Davi foi um grande poeta! Que paixão pela vida com Deus!
  • Será que alguém um dia vai conseguir subir no púlpito e ter coragem o bastante para falar sobre sexualidade com todas as palavras? Vejo que até quem se esforça nesse sentido tem dificuldades de se expressar. Os jovens precisam disso, acho que em qualquer lugar, não só nas igrejas.
  • Domingos à tarde com mais de 30 graus Celsius são uma terrível tentação para a preguiça. Perigoso.
  • Porque Domingos parecem ser dias totalmente fora da realidade da semana, com relação à comunhão com Deus? Tudo bem que é o dia que passo mais tempo com Deus, lendo a Bíblia, meditando, louvando, mas parece que Domingo é a cota semanal de Céu que recebemos.

Powered by ScribeFire.

Anúncios

Fiel, mas nem tanto, espectador do CQC, ou Custe o Que Custar da Band, eu vi essa semana a visita do “repórter” Danilo Gentili, ou “O cara do aerolito” à nova casa de Inri Cristo, ou o “Reino de Deus” como ele e seus discípulos clamam.

Risadas e sotaques (Pfái) à parte (porque o próprio Inri é uma pessoa com um senso de humor peculiar e joga sinuca numa mesa com a estrela de Davi), sempre que vejo o figurão, não tenho como não parar pra pensar na probabilidade dele ser o verdadeiro Jesus Cristo. O Marcelo Tas até cogitou: “Já pensou se ele é mesmo o filho do ‘Pfái’ e agente tá aqui brincando com isso?”.

Quando penso nos argumentos, essa dúvida vai embora:

  • Ele diz ser a reencarnação de Jesus, enquanto Jesus nunca disse que viria reencarnado, antes num corpo transformado e, provavelmente adulto. Esse argumento seria dizer que ele concorda com o Espiritismo, mas a doutrina espírita reza que Cristo nunca poderia reencarnar, pois já alcançou o mais alto grau espiritual;
  • Ele assume o nome de Inri, nome dado por chacota pelos romanos na crucificação. Mas esse não é um ótimo um argumento, afinal usamos a cruz, um objeto de tortura, como símbolo da nossa fé;
  • Ele não apareceu na terra com tudo que tem direito: mudanças no céu e na lua, perseguição dos discípulos dele e nem mesmo reconhecimento mundial;
  • Parece-me que ele mesmo exige que em suas entrevistas e participações só sente-se se for num trono. Como assim? Estrelismo divino?

Os argumentos dele acabam servindo mais pra mostrar a falsidade de sua messianidade que mostrar que ele é o verdadeiro Filho do Pai.

Apesar de todo o esforço, tudo que vejo o Filho do Pfái fazer é tentar provar que é o Messias redivivo. Ninguém o leva a sério, seu poder de argumento é zero. Não vejo ninguém nem mesmo simpatizar com as idéias dele a nãos er seus discípulos.

Se fosse o Cristo em sua primeira vinda, até que teria consistência o argumento do Inri, mas Cristo em sua segunda vinda continua no gueto, continua como um homem aparentemente comum? Se ao menos ele provasse o seu poder, deixando-se ser morto e sendo ressucitado.

Das duas uma: ou ele não é o Cristo que afirma ser, ou eu não sou ovelha desse pastor. O meu Pastor dá a própria vida por mim!

“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas.(…)As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.” Evangelho de João, capítulo 10.

Fotos por baldorium.

Powered by ScribeFire.

Já publiquei aqui um texto sobre os artistas que são cristãos e não ficam divulgando isso pros quatro cantos. Volto um pouco nesse assunto e em outro já tratado aqui anteriormente: o pensamento de Agostinho.

Finalmente estou lendo o livro Confissões e tenho lido ali uma das pessoas com quem mais me identifiquei na vida. Não que eu esteja me comparando com o bispo de Hipona, eu sei que não sou o único a sentir isso, porém o fato de Agostinho pensar sempre de uma forma humilde e consciente sem deixar de ser apaixonado me faz identificar ali muitas das minhas angústias e dilemas.

No capítulo IV do Livro Terceiro Agostinho critica o pensamento de Hortênsio de Cícero, um pensador de sua época e mostra como a leitura de um diálogo do pensador colaborou para que ele mudasse o objeto de seus anseios, fazendo-o aproximar de Deus.
Ele ficou realmente apaixonado (o ardor) pela sabedoria de Hortênsio e aquelas palavras mexeram com Agostinho. Dizia que as palavras do pensador o levavam à verdadeira Sabedoria, não a esta religião ou àquela seita. Ele só levanta um porém, o qual transcrevo aqui:

Só uma coisa me arrefecia tão grande ardor: não ver ali o nome de Cristo. Porque este nome, Senhor, este nome de meu Salvador, teu Filho, por tua misericórdia eu o bebera piedosamente com o leite materno, e o considerava, no mais profundo de meu coração, em alto apreço; e assim, tudo quanto fosse escrito sem este nome, por mui verídico, elegante e erudito que fosse, não me arrebatava totalmente.

Lindamente mostra que o nome de Jesus, pelo qual nós somos salvos e purificados, é muito maior que bandas, músicas e suas letras.

Fotos por echobase_2000 e MaxGiuliani

O banner possui alguns direitos reservados.

“Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão e jamais fomos escravos de alguém; como dizes tu: Sereis livres? Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado. O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. Bem sei que sois descendência de Abraão; contudo, procurais matar-me, porque a minha palavra não está em vós.” (João 8:31-37)

A Bíblia deixa bem claro que a salvação humana não é conseguida pelo despertamento em si, mas pela graça. Como foi dito antes, a verdade deve ser amada primeiro para ser conhecida e que o papel dela é de libertar a alma humana e a prepara para o encontro com a verdade, para que estejamos livres de impedimento para absorve-la.
Vemos o exemplo destes judeus que queriam matar Jesus porque se incomodavam com a verdade. A palavra de Jesus, que é a verdade não estava neles, não era aceita por eles. Se tivessem aceitado a verdade teriam sido libertos do pecado, mas não fizeram isso.

A grande conseqüência do conhecimento da verdade é a prática desta mesma verdade. E a recompensa disso tudo é o conhecimento mais profundo ainda da verdade.
Tudo isso, é um indício da existência de Deus e de sua íntima relação com a verdade, contrariando a opinião de vários pensadores ateus.

“Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração. E serei achado de vós…”(Jeremias 29:13-14)

A recompensa de se buscar a Deus é a mesma de se buscar a verdade. A quem o busca Ele oferece mais de si.

A minha conclusão como buscador da verdade é de que, felizmente, a verdade só pode ser encontrada por quem sente um impulso inicial a buscá-la (consciência), paga o preço por isso (renúncia), e se mantém firme mesmo quando a verdade dói (paixão pela verdade). O sensação de encontrar a verdade é a mesma de estar nos braços de Deus. Porque Ele é a verdade.

Em busca da verdade, já foi definida o que ela é. Agora a pergunta é: “De que forma posso encontrar a verdade?

Mesmo as pessoas que viram Jesus frente a frente não creram que ali estava se cumprindo a maior promessa de Deus para a humanidade. Mas outros que tiveram a coragem de aceitar a verdade, se viram cobertos de verdades por todos os lados.
A forma proposta por Sire para encontrarmos a verdade, usando as palavras de Jonh H. Newman, é usando a consciência. Algo dentro de nós que não é nem a razão, nem lógica, nem intuição: a consciência.

Um colega gnóstico me disse certa vez que devemos nos esvaziar de pensamentos e preconceitos para ouvirmos nossa consciência. Eu não concordo porque duvido da minha própria capacidade de esperar essa máquina processadora de sensações e pensamentos que tenho na cabeça diminuir seu ritmo para só então eu ouvir a verdade. (Apesar de não serem incomuns os momentos que penduro o cérebro no porta-chaves para assistir TV). Lendo as palavras de Sire fica claro que essa tal consciência é exatamente o campo de ação do Espírito Santo no ser de uma pessoa.

Logo após usar a consciência, o próximo passo seria a renúncia. Desfazer-se dos pensamentos anti-verdade é pré-requisito para desfrutar da verdade. É a morte do velho homem e o nascimento de um novo homem através da renovação da mente.

Então, usando a consciência, que Sire diz ser a forma de comunicação do homem com Deus, seríamos “descascados” para podermos ficar sensíveis à verdade quando ela chegasse. Ficaríamos sensíveis ao “sopro do Espírito Santo” e nos sentiríamos bem mais confortáveis com a presença da verdade.

Existe uma questão que acredito ser feita inconscientemente a todo momento por todo o mundo: “O que é a verdade?”.

Apesar de às vezes ser usada como argumento furado para certas correntes filosóficas populares, esta pergunta, enquanto questionamento é a mais nobre pergunta que um ser humano pode fazer a si mesmo ou a Deus. Assim nos mostra James W. Sire no livro “Hábitos da Mente”. Ele defende a idéia de que a verdade absoluta existe e pode ser alcançada pelo ser humano.

Por exemplo, de que forma enquanto cristãos, chegamos à conclusão de que aquilo no que cremos é a verdade? Segundo Sire, isso se explica porque a verdade nos acha quando a buscamos de coração, não somos nós que a encontramos.

“… se alguém realmente quer conhecer a verdade sobre Deus, se alguém realmente ama a verdade, então mais do que um vislumbre da verdade virá”.

Mostra ainda como é interessante a conexão entre o amor e a verdade nas palavras de Jesus no evangelho de João.

“… sei, entretanto, que não tendes em vós o amor de Deus. Eu vim em nome de meu pai, e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome, certamente, o recebereis.”(João 5:41-42)

Conclui-se assim que a corrupção humana torna extremamente difícil a aceitação da verdade, mesmo que alguém a encontre. Aquelas pessoas a quem Jesus se dirige contemplavam nEle o que elas e seus antepassados esperaram a vida toda, mas preferiam atender suas expectativas, que estavam presas àquele momento histórico de dominação romana. Mesmo buscando um rei magnífico que libertasse o peso que sentiam em suas almas, fixaram suas expectativas em um vaidoso império físico que em breve entraria em decadência.

Muitos viram Jesus morrer e não aceitaram a verdade. Alguns viram Jesus ressuscitado e não aceitaram. E outros ainda morreram sem aceitar.

Edit: leia também a parte Dois!