Mae – We’re So Far Away

Remembering, everything
About my world and when you came
Wondering the change you’d bring
Means nothing else would be the same

Did you know what you were doing, did you know?
Did you know how you would move me?
Well, I don’t really think so
But the night came down and swept us away
And the stars they seemed
To paint the most elaborate scene to date

How could we know?
That song, this show
We’d learn so much about ourselves
From Toledo to Tokyo
The words were scribed on every page
And now there’s books up on our shelves

Did you know how you would move us, did you know?
When the light first came upon us
And we saw the everglow
And the moment’s magic swept us away

And a young man’s dream
Was almost seen so plain

When was the night that showed us the sign
Revealed in the sky to leave all behind?
But where to begin?
Throwing caution to the wind
We’ll reach for the stars
Everything was now ours

Did you know how you would move me, did you know?
Did you know how you would move me?
Well, I don’t even think so
But the moment’s magic swept us away

And it’s so close, but we’re so far away
It’s so close, but we’re so far away

Dedico este romântico clichê à minha linda fonte de amabilidade e sabedoria. À mulher que me faz e desfaz. À doce moça que me traz o brilho de uma Estrelinha.

PS: ouça no Last.Fm

Estou escrevendo de uma LAN House ao lado de uma igreja Assembléia de Deus. Passo sempre na frente dessa congregação e hoje pensei: “Porque parece tão diferente?”

Claro que a resposta é que eu sou presbiteriano e cultuo a Deus de uma forma diferente. Mas parece muito diferente, não parece que estamos juntos seguindo para o céu.

Hoje também teve uma programação muito massa da nossa FEMOTAN (Federação de Mocidades de Taguatinga Norte), em que várias igrejas da minha região se reuniram no colégio Mackenzie aqui de Brasília e ouvimos a “pregação” do Pastor Geraldão, ou só Rev, como o chamamos(ainda vou falar bem mais sobre ele aqui).

Lá parecia tudo tão sintonizado, ele fala nossa língua e o povo parece ser o povo de Deus. Mas quando vejo uma igreja um pouco diferente, mais barulhenta ou mais restritiva, não existe aquela identificação.

Temos que nos vigiarmos porque o amor que estamos ouvindo no púlpito com certeza inclui o amor àqueles com culturas/costumes diferentes. O que você é numa igreja diferente? Um amoroso servo de Deus ou um juíz tentando encontrar falhas nos outros? Eu tenho dificuldade em responder.

José Datrino, ou o Profeta Gentileza, era um andarilho que se vestia com roupas de uns 2000 anos atrás e percorria as cidades do Rio de Janeiro tentando mostrar o verdadeiro sentido das palavras gentileza e agradecido. Ele começou isso tudo quando decidiu socorrer as vítimas de um incêndio e consolar os familiares delas. Após uma reviravolta em seu modo de viver ele começou sua peregrinação. Veio a falecer em 1996, aos 79 anos.
Quando diziam que ele era louco, ele respondia: “Sou maluco para te amar e louco para te salvar“. E sua frase característica era: “Gentileza gera gentileza”.

Sem discutir o que levou Datrino a viver assim, eu sinto a mais pura vergonha ao olhar pra vida dele. O quanto temos levado a sério a nossa busca pela prática da verdade contina nas Escrituras? Será que uma pessoa que não pregava o evangelho vai dar um show de cristianismo nesses caras (como eu) que deviam estar por aí pregando o Amor de Deus pelo mundo?
Gentileza fez o que nós realmente não fazemos. Não precisa sair por aí vestido com uma toga, isso não tem uma influência real sobre as pessoas.

O mundo precisa de pessoas gentis, não precisa ser cristão pra ser gentil. Isso é o mínimo. Essa minha revolta apareceu porque ontem no metrô e em várias outras ocasiões já vi que as pessoas não estão dispostas a dar seu lugar. Uma mulher grávida ficou a viagem toda em pé simplesmente porque os lugares para gestantes tavam todos ocupados. Pessoas levantavam, pessoas sentavam e ninguém nem a via. O pior mesmo é que eu fiquei observando e não consegui fazer nada quanto a isso. Não sou diferente daquelas pessoas, simplesmente segui a minha vida normalmente, como eles fizeram. Fiquei o tempo todo preocupado, mas não fiz nada.
São comuns também as “100m com empurrões” que são promovidos a cada abertura de porta do metrô. As pessoas parecem que estão brincando de “dança da cadeira”. Correm mesmo, empurram e às vezes deixam o lugar reservado vago, só pra não terem que levantar caso alguém chegue pra sentar no que é seu direito.
Gente, eu to falando de pessoas que acham que fazem o bastante não sentando nos lugares reservados! Isso não tem sentido!

Sei que isso não é muito, mas observem nos seus cotidianos, seus metrôs, seus ônibus, suas filas de banco quantas vezes o nosso subconsciente fala: “Eu é que não vou deixar ele(a) passar na minha frente(sentar no meu lugar)!”.

E isso é tão pequeno. Tão pouco.

Que o exemplo de Gentileza sirva pra envergonhar-nos.

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