O que está faltando?


Cada geração da humanidade tem seus pontos de dificuldade para seguir a
Palavra de Deus. Olhando para minha própria vida e a vida de outros
jovens cristãos, observei que as coisas que estão faltando na nossa
vida para sermos mais santificados são simples. Essa série de posts
discute quais são esses pontos:

Seriedade/Maturidade: muitas vezes me pergunto como eu consigo ficar com sono exatamente ás 19h20 do Domingo, hora que tá começando a pregação na minha igreja. Cara, eu aguento a aula na semana até as 22h45 às vezes, porque não consigo segurar na igreja? Invento pra me tentar me enganar que aquela é uma hora do dia em que geralmente as pessoas sentem sono, final de tarde e tal. Mas sei que não é bem assim.

Porque eu leio uma passagem da Bíblia e aquilo parece tão superficial, parece que não atende ao que eu estou sentindo no momento? Mas quando o pastor pega pra explicar parece que ele abre o cadeado e a sabedoria divina flui ali. Eu não concordo com a idéia romanista de que a interpretação bíblica cabe só à “Santa Igreja”.

A realidade é que falta seriedade e maturidade para vivermos a vida cristã. Se a gente se preparar pra ir à igreja como faziam nossos pais hebreus ou mesmo como a gente se prepara pra ir à escola, dormindo cedo, fazendo tudo certinho, o sono nem tenha lugar. Talvez se a gente se preparar pro estudo bíblico e para a pregação como se prepara pra uma prova, o conhecimento flua muito mais quando a gente ler a Palavra sozinho.

Não sei se muitos estão enfrentando essa realidade em suas igrejas, mas nas igrejas Presbiterianas que eu conheço, isso é bem comum. Isso é porque a gente é tido como “racionais estudiosos da Palavra”, hein?

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Cada geração da humanidade tem seus pontos de dificuldade para seguir a Palavra de Deus. Olhando para minha própria vida e a vida de outros jovens cristãos, observei que as coisas que estão faltando na nossa vida para sermos mais santificados são simples. Essa série de posts discute quais são esses pontos:

Humildade: nós cristãos não somos definitivamente o modelo de humildade para a humanidade. Alguns de nós influentemente conseguem sê-lo, mas a maioria de nós, o cristão comum traz vergonha pra própria humildade.

O que vocês acham que as pessoas pensam quando associam pastor a pedir dinheiro? Não culpe os pastores da Universal, porque nunca vi pastor de qualquer igreja doar um terno novo que ganhou da congregação para uma pessoa que não tenha nenhuma roupa social.

Quem eu vejo lá, se humilhando, são os santos católicos, são os monges. Quem eu vejo se doando para os outros são os espíritas, os líderes de ONGs, os Ghandis.

Pode-se usar o argumento de que consideramos as idéias de alguns desses que mencionei completamente desviadas da verdade, mas e a igreja primitiva vivendo em total humildade e compartilhando tudo? Não dá mais pra viver assim, ou é preguiça nossa mesmo?

E além disso, a humildade não é só material, é em tudo. Pensa um pouco quantas vezes deixamos de falar com aquela família que mora num barraquinho perto da igreja e usamos a desculpa que “eles saem muito rápido quando termina o culto”.

Humildade = investimento naquilo que realmente tem valor + pensar de baixo para cima.

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Cada geração da humanidade tem seus pontos de dificuldade para seguir a Palavra de Deus. Olhando para minha própria vida e a vida de outros jovens cristãos, observei que as coisas que estão faltando na nossa vida para sermos mais santificados são simples. Essa série de posts discute quais são esses pontos:

Renúncia: o papo é sempre: “Levanta uma nova geração de verdadeiros adoradores, Senhor!” por aí. Mas a verdade é que a nossa geração, além de não estar fazendo muito, está atrasada. Sim, porque além de fazermos o que devemos fazer, levar a Palavra, temos que correr atrás do que nossos pais não conseguiram/puderam/quiseram fazer por Deus. Já nascemos em dívida profética.

Não estou me vendo deixar de pagar o telefone de casa pra sobrar um dinheirinho pra ajudar alguma casa de recuperação de drogados; não me vejo tirando um tempo pra pensar em estratégias evangelísticas; não tenho tirado o traseiro do sofá pra orar mais e assim o cotidiano prevalece.

Eu me pego pensando todo dia: “Como isso aconteceu? O dia passou e eu nem vi!” Isso acontece porque não há aquele gasto (investimento) de tempo em coisas que mudem nossa vida, que façam diferença, a verdadeira vontade de Deus. A vida profissional tira todo o excesso da nossa vida. A gente precisa renunciar um sabadão no parque pra estar na igreja ensaiando pro louvor culto no domingo porque na semana não dá tempo! E como é díficil, quanta desculpa a gente arranja!

E essa renúncia não é nada de teste, ou não devia ser. Por exemplo, marcar o ensaio às 5h da sexta para o sábado não tem nada a ver com renúncia! Cada coisa precisa de sua hora, inclusive o descanso. Só que a gente insiste em não renunciar as coisas que nos impedem de chegar na hora certa na Escola Bíblica Dominical. E ainda acha que tá fazendo muito quando chega na hora certa!

Você acha que já renunciou muito da sua vida social, sentimental, profissional etc.? Então veja só o que Paulo diz:

Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue

E não temos mesmo…

Cada geração da humanidade tem seus pontos de dificuldade para seguir a Palavra de Deus. Olhando para minha própria vida e a vida de outros jovens cristãos, observei que as coisas que estão faltando na nossa vida para sermos mais santificados são simples. Essa série de posts vai discutir quais são esses pontos, começando pelo ponto mais visível e importante:

Compromisso – duma geração na qual foi criado o “ficar” não se espera muito compromisso. De um ano pra cá não se fala tanto mais no ficar, mas isso é porque já é parte da nossa sociedade, o famoso “isso é normal”. O sexo casual já é abertamente apologizado na televisão e na internet. E os motivos são os mais banais possíveis, como “eu tenho livre-arbítrio” ou “preciso conhecer tal pessoa melhor”.

Essa moda, assim como toda tendência contra a boa moral que aparece por aí, com certeza tentará entrar na igreja, e não exatamente da forma que aparece no mundo. A geração do ficar já transparece em vários cargos dentro das igrejas. Mesmo sendo profissionais exemplares, estudantes dedicados, filhos adoráveis, estamos negociando o horário do ensaio do louvor para assistir o treino da fórmula 1. Estamos reduzindo o ensaio do coral pra poder passar daquela fase tão difícil do jogo de tiro em primeira pessoa no computador. A Escola Bíblia Dominical tá quando a gente estudava o ensino médio: em vez de aprender, a gente só consegue lutar contra o sono, “pescando” o tempo todo, isso por causa da maratona de seriados que fizemos sábado a tarde varando até a madrugada.

Tudo, tudo, tudo serve de barreira pra gente não fazer aquilo que a gente sempre promete fazer durante a oração da Santa Ceia. E a cena se repete todo mês, num misto de arrependimento e malandragem com Deus. A gente só consegue enganar a nós mesmos.

O compromisso não coloca a si mesmo como alvo. O compromisso simplesmente faz o que tem que fazer, na hora que tem que ser feito, do jeito que foi combinado. O compromisso é compromisso o tempo todo. Na vida dentro da Igreja e fora também. Nós somos jovens velhos que são facilmente convencidos de que “tem alguma coisa melhor pra fazer agora do que o meu compromisso” e continuamos sentados, sem cumprir o compromisso, nem fazer qualquer outra coisa que pareca importante. E, como sempre, o pecado não só afeta a vida espiritual de todos, mas também a vida física, o cotidiano. E o mundo continua decadente. E a culpa ainda é nossa.

Algumas igrejas continuam enchendo, apesar disso tudo. Mas a palavra correta é “inchando”. Devemos comemorar os milhares de jovens que estão na igreja, mas continuam pegando aquela baladinha na sexta à noite? Devemos culpá-lo ou nos sentirmos culpados pelo irmão que a gente sabe que bebe aquela cervejinha no final de semana? O “tem nadavê” tá relacionado à hora em que costumamos chegar na igreja? Porque me parece que “libera geral, o que importa é minha vida com Deus” que tá rolando aí pelas igrejas me parece ainda menos bíblico que o velho e saudoso “isso é não é coisa de crente, é coisa do diabo!”?

Há muito a se falar sobre o compromisso, mas sei que temos exemplos demais e todos são muito claros. A negociação de verdades bíblicas faz a gente perder a pontualidade, a valorização, a frequência à Igreja e nos coloca alguns passos mais perto da falsa liberdade oferecida pelo mundo.

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