agosto 2008


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Já publiquei aqui um texto sobre os artistas que são cristãos e não ficam divulgando isso pros quatro cantos. Volto um pouco nesse assunto e em outro já tratado aqui anteriormente: o pensamento de Agostinho.

Finalmente estou lendo o livro Confissões e tenho lido ali uma das pessoas com quem mais me identifiquei na vida. Não que eu esteja me comparando com o bispo de Hipona, eu sei que não sou o único a sentir isso, porém o fato de Agostinho pensar sempre de uma forma humilde e consciente sem deixar de ser apaixonado me faz identificar ali muitas das minhas angústias e dilemas.

No capítulo IV do Livro Terceiro Agostinho critica o pensamento de Hortênsio de Cícero, um pensador de sua época e mostra como a leitura de um diálogo do pensador colaborou para que ele mudasse o objeto de seus anseios, fazendo-o aproximar de Deus.
Ele ficou realmente apaixonado (o ardor) pela sabedoria de Hortênsio e aquelas palavras mexeram com Agostinho. Dizia que as palavras do pensador o levavam à verdadeira Sabedoria, não a esta religião ou àquela seita. Ele só levanta um porém, o qual transcrevo aqui:

Só uma coisa me arrefecia tão grande ardor: não ver ali o nome de Cristo. Porque este nome, Senhor, este nome de meu Salvador, teu Filho, por tua misericórdia eu o bebera piedosamente com o leite materno, e o considerava, no mais profundo de meu coração, em alto apreço; e assim, tudo quanto fosse escrito sem este nome, por mui verídico, elegante e erudito que fosse, não me arrebatava totalmente.

Lindamente mostra que o nome de Jesus, pelo qual nós somos salvos e purificados, é muito maior que bandas, músicas e suas letras.

Fotos por echobase_2000 e MaxGiuliani

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Acordei e era futuro. Confesso que me espantei um pouco, mas eu sabia que aquela viagem no tempo iria acontecer um dia. Há tempos eu queria sair do presente medíocre e ir para um futuro inovador. Acostumei-me ao futuro na mesma velocidade que meus olhos se acostumaram à claridade.

No futuro, minha cama ainda era a minha cama. No futuro eu ainda tinha que me levantar com as minhas próprias forças. Senti as mesmas cerâmicas as quais eu sempre pisara. Rumei a porta do quarto e saí no corredor. Segunda porta à direita, entrei no banheiro. Para lavar o rosto, usei a fantástica e inovadora pia de sempre e me olhei no impressionante mesmo espelho de todo dia.

Do lado de fora da casa, continuei a explorar aquele estranho futuro tão parecido com o presente ao qual eu estava acostumado. Lá fora eu esperava ruas sujas, marginais trocando tiros, fome, miséria, pedintes. Ou mesmo robôs por todos os lados e pessoas em roupas reluzentes e com computadores acoplados. O que vi foi o mesmo ônibus escolar levando as mesmas crianças para a escola, que continuava sendo na rua de trás. Vi também as mesmas pessoas que sempre passam em frente a minha casa a caminho de seus trabalhos.

Entrei novamente em casa. Eu comecei a pensar: como eu poderia estar no futuro, se ele era a cópia exata do presente? Eu tinha quase certeza de que tinha viajado no tempo, mas parecia mais um dia comum em que eu tinha acordado nele após ter ido dormir na noite anterior. Comecei a pensar em como seria o futuro pra mim. Não com carros flutuantes, ou hologramas publicitários em todos os lugares, mas eu queria apenas que algo mudasse. Eu queria viajar no tempo pra ver minhas gerações, os filhos dos filhos dos meus filhos, se eles ainda teriam meus olhos. Queria ver até onde a inteligência artificial poderia ir. Queria poder saber sobre a paz no futuro, ou se o homem continuaria insistindo na idéia da guerra. Eu poderia saber sobre os grandes pensadores do futuro, sobre o próximo Martin Luther King, sobre as descobertas de curas. Plantas e bichos mutantes. Ver o pôr-do-sol em 5555.

Então eu percebi que o tempo todo eu sabia que já havia passado por aquilo tudo. Será que eu havia quebrado todas as leis da física e consegui ir parar numa outra dimensão? Ou será que estava num futuro tão distante, que tudo acontecia novamente, como se fosse um ciclo? Então muitas perguntas começaram a rodear minha cabeça. Comecei a lembrar de teorias loucas, de filmes que havia visto, de livros que havia lido, mas nada disso respondia às perguntas que se formavam na velocidade da luz em minha cabeça.

Sentado no sofá, olhava fixamente a parede, como se esperasse uma resposta dela para tantas perguntas. Foi quando olhei na estante e vi uma caixa. Nunca havia visto aquela caixa antes. Será que ela era o motivo de tantas perguntas em minha cabeça? Levantei, me aproximei e pude ler “pressione aqui para viajar para o futuro” com um botão logo abaixo. Hesitei um pouco. Pensei se aquilo realmente seria a solução. Afinal, eu já havia me decepcionado com aquele futuro presente e tinha medo de me decepcionar com o futuro prometido pela caixa. Apesar de tanto temor, eu não tinha nada a perder. Eu tinha sede pelo futuro. Hesitei de novo. Pensei mais uma vez em como seria maravilhoso se aquele botão realmente funcionasse e me levasse para um mundo novo, bem mais avançado que esse presente medíocre. Apertei o botão.

Acordei e era futuro. Confesso que me espantei um pouco, mas eu sabia que aquela viagem no tempo iria acontecer um dia.

Foto por riviera2005

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Eu não entendo a nova onda etimológica que nos acomete.

Eu, lá pelos meus 12 ou 13 anos descobri a etimologia prática de algumas palavras, através das aulas de escola dominical de um presbítero pai de um grande amigo meu. “Compromisso “, por exemplo, se separa em “comprar-missão”, literalmente pagar pra ver.

Um dos termos que “etimologizei” durante minha adolescência foi a palavra “preconceito”. Mas é claro! “Pré” e “Conceito”, ou seja, conceito formado antes! Que descoberta! Pré-Conceito! Desde então me culpo pela tal onda etimológica. Tá certo que usar a versão etimologizada de certa forma já explica a origem do termo, mas estão abusando!

Milhares de blogueiros, estudantes e até jornalistas estão usando o termo “pré-conceito” em vez de “preconceito”. Pior ainda é a versão falada disso. Minha nossa! Salvem as palavras que já existem!

Já entendo porque o amigo meu já citado antes me ridicularizou quando usei sem pensar a versão etimologizada de preconceito dizendo: “Virou baiano, é?”

Atualização: vejo algo parecido acontecendo com a palavra “problema”. Até em programas de televisão vejo pessoas usando “pobrema” como gíria. Não tenho nem idéia do que quer dizer essa gíria, mas no cotidiano e na tv já aderiram!

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