Eu sabia que não iria ficar muito tempo longe desse meu lar. Vim para falar sobre um cara que me deixa fascinado, sempre que ouço falar algo dele. Agostinho de Hipona. A Igreja Romana gosta de chamá-lo de Santo, mas não gosto desse título.

Vida

Aurélio Agostinho (do latim, Aurelius Augustinus), Agostinho de Hipona ou Santo Agostinho foi um bispo católico, teólogo e filósofo que nasceu em 13 de Novembro de 354 em Tagaste (hoje Souk-Ahras, na Argélia); morreu em 28 de Agosto de 430, em Hipona (hoje Annaba, na Argélia). É considerado pelos católicos santo e Doutor da Igreja.[1]


Pensamento & Obras

Eu já li vários livros que citam os pensamentos dele (Hábitos da Mente{1}{2}; Uma História da Leitura). Desde a primeira fagulha eu amo a mente desse (último?) grande pensador cristão. Ele consegue ser quase tão atual quanto Paulo de Tarso ao escrever. Não o comparo tanto, pois Paulo foi um vaso maior, usado para trazer revelações legítimas, enquanto Agostinho é um interpretador e restaurador da Palavra. Mas o estilo literário é dos dois é atualíssimo.

A questão é que nunca tinha lido textos dele antes porque esse tipo de livro nunca está na prateleira de ofertas das grandes livrarias. Consegui baixar “Confissões”, sua obra mais conhecida. Aí foi que eu mergulhei na cabeça desse pensador tão amigo, tão perto da gente.
Só dei uma lida rápida em alguns tópicos, mas já vi que existem textos como “Literatura e Mitologia Corruptoras”, no qual ele fala sobre a Mitologia Grega e em que pontos ela difere da realidade:

Homero imaginava essas ficções e atribuía aos deuses os vícios humanos; eu preferia que nos trouxesse as perfeições divinas. Mas seria exato dizer que Homero, inventando tais coisas, atribuía qualidades divinas a homens viciados, a fim de que os vícios não fossem considerados como tais, e quem os comete pareça imitar, não a homens corruptos, mas a divindades celestes[2].

Ler Agostinho é como filosofar biblicamente com um amigo próximo. As idéias e dúvidas são muito próximas às nossas! Ele procurava íntima e obstinadamente a verdade. E quase sempre a encontrava, pois a buscava em Deus.

Ainda há vários outros assuntos tratados, como “Inteligência Desperdiçada em Coisas Vãs”(!), “Ciência Humana e Fé Divina” entre outros. As obras de Agostinho estão longe de serem inspiradas, não têm status de Escritura, mas é por isso mesmo que são tão bonitas. Sua vida é igual a nossa vida, buscando a Deus, errando e se corrigindo.

Enfim, recomendo a leitura, acho que não é tão difícil encontrar uma obra dele na sua livraria preferida, mas vou fazer algo que não sei se é correto. A obra dele em inglês é domínio público, agora não sei se a tradução em português é domínio público, mas aí vai o link. E o link do site Domínio Público pra obras dele em inglês.

Minha prolixa dica é essa. Depois falo um pouco dos outros livros citados. São ótimos, leitura agradabilíssima.

[1] – fonte: Wikipédia
[2] – referência (incorreta segundo os padrões ABNT) – Confissões de Agostinho de Hipona

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