outubro 2007


Cada geração da humanidade tem seus pontos de dificuldade para seguir a Palavra de Deus. Olhando para minha própria vida e a vida de outros jovens cristãos, observei que as coisas que estão faltando na nossa vida para sermos mais santificados são simples. Essa série de posts vai discutir quais são esses pontos, começando pelo ponto mais visível e importante:

Compromisso – duma geração na qual foi criado o “ficar” não se espera muito compromisso. De um ano pra cá não se fala tanto mais no ficar, mas isso é porque já é parte da nossa sociedade, o famoso “isso é normal”. O sexo casual já é abertamente apologizado na televisão e na internet. E os motivos são os mais banais possíveis, como “eu tenho livre-arbítrio” ou “preciso conhecer tal pessoa melhor”.

Essa moda, assim como toda tendência contra a boa moral que aparece por aí, com certeza tentará entrar na igreja, e não exatamente da forma que aparece no mundo. A geração do ficar já transparece em vários cargos dentro das igrejas. Mesmo sendo profissionais exemplares, estudantes dedicados, filhos adoráveis, estamos negociando o horário do ensaio do louvor para assistir o treino da fórmula 1. Estamos reduzindo o ensaio do coral pra poder passar daquela fase tão difícil do jogo de tiro em primeira pessoa no computador. A Escola Bíblia Dominical tá quando a gente estudava o ensino médio: em vez de aprender, a gente só consegue lutar contra o sono, “pescando” o tempo todo, isso por causa da maratona de seriados que fizemos sábado a tarde varando até a madrugada.

Tudo, tudo, tudo serve de barreira pra gente não fazer aquilo que a gente sempre promete fazer durante a oração da Santa Ceia. E a cena se repete todo mês, num misto de arrependimento e malandragem com Deus. A gente só consegue enganar a nós mesmos.

O compromisso não coloca a si mesmo como alvo. O compromisso simplesmente faz o que tem que fazer, na hora que tem que ser feito, do jeito que foi combinado. O compromisso é compromisso o tempo todo. Na vida dentro da Igreja e fora também. Nós somos jovens velhos que são facilmente convencidos de que “tem alguma coisa melhor pra fazer agora do que o meu compromisso” e continuamos sentados, sem cumprir o compromisso, nem fazer qualquer outra coisa que pareca importante. E, como sempre, o pecado não só afeta a vida espiritual de todos, mas também a vida física, o cotidiano. E o mundo continua decadente. E a culpa ainda é nossa.

Algumas igrejas continuam enchendo, apesar disso tudo. Mas a palavra correta é “inchando”. Devemos comemorar os milhares de jovens que estão na igreja, mas continuam pegando aquela baladinha na sexta à noite? Devemos culpá-lo ou nos sentirmos culpados pelo irmão que a gente sabe que bebe aquela cervejinha no final de semana? O “tem nadavê” tá relacionado à hora em que costumamos chegar na igreja? Porque me parece que “libera geral, o que importa é minha vida com Deus” que tá rolando aí pelas igrejas me parece ainda menos bíblico que o velho e saudoso “isso é não é coisa de crente, é coisa do diabo!”?

Há muito a se falar sobre o compromisso, mas sei que temos exemplos demais e todos são muito claros. A negociação de verdades bíblicas faz a gente perder a pontualidade, a valorização, a frequência à Igreja e nos coloca alguns passos mais perto da falsa liberdade oferecida pelo mundo.

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Finalmente!
O que não se sabia agora é história.
O homem sentado agora corre,
Não espera mais.
A ansiedade se foi há uns 10 minutos,
Ela estava atrasada.

Deus pode fazer milagres,
Disso ninguém vai duvidar.
Mas quase sempre ele usa alguém
Pra mostrar pra gente que tem como, sim!
Simples, suave, e surpreendentemente.

Dedico este poema a minha namorada.

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Dor incomoda! Isto é fato. Milhões, bilhões de dólares são movidos por todo o mundo para remédios para dor. Por todo o globo, muitos médicos estão viciados em xilocaína e outros anestésicos. Dor incomoda, a falta da dor, não.
Mas e quando a dor é algo a ser sentido? E quando a nossa vida precisa ter um espinho cutucando a gente e lembrando que a gente é um nada? Ou lembrando que a gente é um monstro? Isso muda tudo!
As lágrimas são os melhores anestésicos da alma. Muitas vezes a dor é tanta que não funcionam. Outras vezes, elas não devem funcionar. Algumas dores precisam ser sentidas, observadas, fitadas, recapituladas. E assim ela nos moldará. A lágrima é, sim o melhor anestésico, mas não muda nada. A dor faz mudança, a dor dá vida(mesmo que não seja para o que sente), a dor faz a gente saber que a vida não é um sonho.
Sacrífício sempre traz alguma redenção. Sempre.

Um dia a máscara cai, parceiro. E o que você tem preparado, para o que servirá?

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Citando um post do meu nobre colega, Antônio Francisco, trago a vocês a forma não-apelativa de mostrar como investir segundo a Bíblia Sagrada. Nada de “Dê 10 e ganhe 100, dê 100 e ganhe 1.000”. Vejam:

1 Atire o seu pão sobre as águas, e depois de muitos dias você tornará a encontrá-lo. 2 Reparta o que você tem com sete, até mesmo com oito, pois você não sabe que desgraça poderá cair sobre a terra. 3 Quando as nuvens estão cheias de água, derramam chuva sobre a terra. Quer uma árvore caia para o sul quer para o norte, onde cair ficará. 4 Quem fica observando o vento não plantará, e quem fica olhando para as nuvens não colherá. 5 Assim como você não conhece o caminho do vento, nem como o corpo é formado no ventre de uma mulher, também não pode compreender as obras de Deus, o Criador de todas as coisas. 6 Plante de manhã a sua semente, e mesmo ao entardecer não deixe as suas mãos ficarem à toa, pois você não sabe o que acontecerá, se esta ou aquela produzirá, ou se as duas serão igualmente boas” (Ec 11.1-6).

Investimento na Bíblia, depende mais do que somos, do que daquilo que temos. Os cristãos da Macedônia, no meio de severa tribulação e extrema pobreza, com alegria transbordaram em rica generosidade. Deram tudo quanto podiam, e além do que podiam. Por iniciativa própria insistiram em participar da assistência aos cristãos pobres da Judéia. O mais interessante, é que eles se entregaram primeiramente ao Senhor, antes de qualquer outra coisa (2 Co 8.1-5).

1. Aplique o que você tem para obter o que não tem (v.1). Nos tempos bíblicos, o comércio acontecia em grande parte pela via marítima. Os comerciantes enviavam suas mercadorias por navios, para depois de muitos dias terem o retorno do lucro. Mas esse verso também pode significar lançar a semente em terrenos com água, para se obter depois a colheita. Um bom investidor não teme correr o risco de fazer aplicações, pois essa é a única maneira de obter mais do que aquilo que já tem.

2. Reparta enquanto tem para receber quando não tiver (v.2). O verso diz que devemos repartir o que temos com muitas pessoas, pois um dia poderemos não ter, e aqueles que ajudamos hoje, poderão nos socorrer amanhã. O generoso prospera e será abençoado (Pv 11.24-25; 22.9). Precisamos crescer na alegria de dar (At 20.35). Tudo o que retemos que poderia ajudar alguém, torna-se um erro grave de nossa parte. Se todos dessem daquilo que lhes sobra, todos estariam satisfeitos.

3. Considere sempre a lógica da vida (v.3). A fé cristã não ignora a lógica da vida. Muitos cristãos agem sem bom senso e atribuem isso à fé. Mas a fé não subestima a razão. Nuvem carregada derrama chuva. Árvore caída, morre. Considere sempre a lógica das coisas, pois assim se vive melhor. Quem investe, tem retorno. Quem não socorre, não será socorrido quando estiver precisando. Quem planta colhe. Quem age com prudência, evita muitos males.

4. Seja generoso como as nuvens e as árvores (v.3). As nuvens se desmancham em chuvas que servem ao lavrador, aos animais e aves do campo, e sobretudo a nós humanos. As árvores dão frutos, sombra, madeira, e beneficiam nosso clima e temperatura. Que nenhum de nós seja como nuvens sem água ou como árvores estéreis ou mortas que não dão frutos (Jd 12). Não seguremos as coisas com muita força. Deus nos deu para darmos. Não sejamos como o mar morto que só recebe.

5. Considere sempre as possibilidades remotas (v.3). Devemos ocupar a mente com coisas boas e pensar sempre no melhor. Mas, se queremos ser realistas, não podemos deixar de levar em conta que coisas desagradáveis podem acontecer também comigo e com você. A Bíblia diz que devemos ficar preparados para o dia mau (Ef 6.13). Nunca se sabe quais nuvens trarão tempestades. Por isso, é bom se preparar sempre. A árvore que nos oferece frutos, um dia pode cair.

6. Corra riscos com vistas na colheita (v.4). O ditado popular nos ensina dizendo: “Quem não arrisca, não petisca”. Nunca tudo estará sempre favorável. Há sempre algo indefinido, defeituoso, inseguro, duvidoso, arriscado, incompleto, e assim por diante. Se ficarmos esperando para termos certeza que tudo vai funcionar, nunca faremos nada. Se o lavrador ficar apenas observando o vento e as nuvens, nunca plantará e conseqüentemente nunca colherá. Corra riscos se quiser ir mais longe.

7. Suas limitações requerem que você viva pela fé (v.5). Não sabemos de tudo sobre tudo, nem se espera que assim seja. Mas, exatamente por isso, devemos depender ainda mais de Deus, pois não sabemos como ele vai agir em determinada situação. Investir, arriscar, e ser lógicos, deve juntar-se à fé em Jesus. Até porque sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). Pouco adianta aplicar, repartir, ponderar, e correr riscos, se a confiança em Deus não estiver em primeiro lugar.

8. Invista sempre. Nunca fique à toa (v.6). Acho interessante que essa passagem bíblica que estamos considerando, manda aplicar, investir e repartir, mas diz também que não devemos deixar de produzir. Caso contrário, logo não teremos mais para repartir. Nada de omissão ou acomodação, mas sim produção. Como não temos garantia de que o que plantamos frutificará, devemos plantar sempre e cada vez mais. Que Deus nos ajude a sermos prósperos investidores.

via Achologia

Achologia. “Seja um próspero investidor” [online]. Publicado em 30 de setembro de 2007 [citado 10 de outubro de 2007]. Disponível na World Wide Web: http://achologia.wordpress.com/2007/09/30/seja-um-prospero-investidor/

Edit: Prometo que esse post não é um aeroporto de paraquedistas, prometo. Mas que minhas visitas bateram recordes, bateram

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Hoje não tem post, galera. Só calor, agonia e serviço! Haja!

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Porque não falar a verdade o tempo todo?
Porque não ser sincero com todo mundo?
Porque pegar o dinheiro caído no chão?
E se eu escolher não contar a “mentirinha”?
E se eu escolher dizer que é contra meus valores em vez de aceitar?
E se eu escolher deixar a nota de 50 reais lá onde achei?

Talvez eu seja o bobo, o bestão, o ingênuo, o burro. Talvez eu só diga que sou. Talvez eu só finja que sou.
Se é só isso que precisa ser, pra agradar a Deus ou pelo menos ser diferente, eu sou.

E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.(Mt. 18:3)

Às vezes (Quase sempre) a gente pensa que a nossa vida é centrada na gente mesmo…

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Quase fechando a temporada de aniversários importantes na minha vida, nesse final de semana, a 2a Igreja Presbiteriana de Taguatinga, a Segundona (ou 2aIPT) fez aniversário!
A festa foi boa demais, muito abencoada e tivemos a presença do Rev. Edésio Chequer (orkut), lançando seu livro “A Bíblia Sempre tem Razão” e mandando ver na defesa da Palavra de Deus. Ele é um apologeta como poucos!

O livro dele é muito bom, tô lendo agora. É uma resposta direta ao livro “A Bíblia Não Tinha Razão” escrito por dois judeus que resolveram abandonar seus bons costumes e aprofundar por uma arqueologia duvidosa sobre os eventos retratados na Bíblia. Chequer traz com bravura fatos da própria Arqueologia e da História para mostrar que a Bíblia tinha sim a razão e que este livro tinha muito de sensacionalista para ser levado a sério. Leitura leve e interessantíssima.

Teve também o Davi, filho do Narciso que sempre tá lá na igreja tocando sua imponente harpa. O moleque é um prodígio, não sei outra explicação além de que é um dom perfeito dado por Deus. Ele toca perfeitinho, igual o pai dele. Aquela parada tem muita corda! E ele toca estilo “bandoleiro” o tempo todo, tava até com dó dele.

Harpa é um negócio muito diferente de quem já viu. Talvez você já a tenha ouvido naqueles desenhos da Disney, mas quem teve a chance de ouvir ela sozinha, sabe porque Davi (o da Bíblia) gostava tanto disso. Lembra um pouco as músicas de natal que toca nas Casas Bahia, mas depois que você acostuma consegue curtir.

Eu acabei não indo ao culto da noite (e por isso não comi bolo, né?). Fiquei muito triste, porque Edésio não é todo dia e como minha mãe fala: “Perdeu a bênção de hoje”. É que eu fui num super-evento, que rolou aqui em Brasília sobre duas das minhas grandes paixões. Próximo post, sem falta!

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