José Datrino, ou o Profeta Gentileza, era um andarilho que se vestia com roupas de uns 2000 anos atrás e percorria as cidades do Rio de Janeiro tentando mostrar o verdadeiro sentido das palavras gentileza e agradecido. Ele começou isso tudo quando decidiu socorrer as vítimas de um incêndio e consolar os familiares delas. Após uma reviravolta em seu modo de viver ele começou sua peregrinação. Veio a falecer em 1996, aos 79 anos.
Quando diziam que ele era louco, ele respondia: “Sou maluco para te amar e louco para te salvar“. E sua frase característica era: “Gentileza gera gentileza”.

Sem discutir o que levou Datrino a viver assim, eu sinto a mais pura vergonha ao olhar pra vida dele. O quanto temos levado a sério a nossa busca pela prática da verdade contina nas Escrituras? Será que uma pessoa que não pregava o evangelho vai dar um show de cristianismo nesses caras (como eu) que deviam estar por aí pregando o Amor de Deus pelo mundo?
Gentileza fez o que nós realmente não fazemos. Não precisa sair por aí vestido com uma toga, isso não tem uma influência real sobre as pessoas.

O mundo precisa de pessoas gentis, não precisa ser cristão pra ser gentil. Isso é o mínimo. Essa minha revolta apareceu porque ontem no metrô e em várias outras ocasiões já vi que as pessoas não estão dispostas a dar seu lugar. Uma mulher grávida ficou a viagem toda em pé simplesmente porque os lugares para gestantes tavam todos ocupados. Pessoas levantavam, pessoas sentavam e ninguém nem a via. O pior mesmo é que eu fiquei observando e não consegui fazer nada quanto a isso. Não sou diferente daquelas pessoas, simplesmente segui a minha vida normalmente, como eles fizeram. Fiquei o tempo todo preocupado, mas não fiz nada.
São comuns também as “100m com empurrões” que são promovidos a cada abertura de porta do metrô. As pessoas parecem que estão brincando de “dança da cadeira”. Correm mesmo, empurram e às vezes deixam o lugar reservado vago, só pra não terem que levantar caso alguém chegue pra sentar no que é seu direito.
Gente, eu to falando de pessoas que acham que fazem o bastante não sentando nos lugares reservados! Isso não tem sentido!

Sei que isso não é muito, mas observem nos seus cotidianos, seus metrôs, seus ônibus, suas filas de banco quantas vezes o nosso subconsciente fala: “Eu é que não vou deixar ele(a) passar na minha frente(sentar no meu lugar)!”.

E isso é tão pequeno. Tão pouco.

Que o exemplo de Gentileza sirva pra envergonhar-nos.

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