
Já publiquei aqui um texto sobre os artistas que são cristãos e não ficam divulgando isso pros quatro cantos. Volto um pouco nesse assunto e em outro já tratado aqui anteriormente: o pensamento de Agostinho.
Finalmente estou lendo o livro Confissões e tenho lido ali uma das pessoas com quem mais me identifiquei na vida. Não que eu esteja me comparando com o bispo de Hipona, eu sei que não sou o único a sentir isso, porém o fato de Agostinho pensar sempre de uma forma humilde e consciente sem deixar de ser apaixonado me faz identificar ali muitas das minhas angústias e dilemas.
No capítulo IV do Livro Terceiro Agostinho critica o pensamento de Hortênsio de Cícero, um pensador de sua época e mostra como a leitura de um diálogo do pensador colaborou para que ele mudasse o objeto de seus anseios, fazendo-o aproximar de Deus.
Ele ficou realmente apaixonado (o ardor) pela sabedoria de Hortênsio e aquelas palavras mexeram com Agostinho. Dizia que as palavras do pensador o levavam à verdadeira Sabedoria, não a esta religião ou àquela seita. Ele só levanta um porém, o qual transcrevo aqui:
Só uma coisa me arrefecia tão grande ardor: não ver ali o nome de Cristo. Porque este nome, Senhor, este nome de meu Salvador, teu Filho, por tua misericórdia eu o bebera piedosamente com o leite materno, e o considerava, no mais profundo de meu coração, em alto apreço; e assim, tudo quanto fosse escrito sem este nome, por mui verídico, elegante e erudito que fosse, não me arrebatava totalmente.
Lindamente mostra que o nome de Jesus, pelo qual nós somos salvos e purificados, é muito maior que bandas, músicas e suas letras.
Fotos por echobase_2000 e MaxGiuliani
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15.08.08 at 14:21
Mto bom!
16.08.08 at 16:25
Muito belo mesmo! Há uma verdade essencial nisso, mas creio que na arte há manifestações de Deus que são até mesmo inconscientes, e isso muitas das vezes significa estar falando de Deus sem mesmo citar o nome dele.
18.08.08 at 10:31
Thiago,
É verdade isso que você falou. Na verdade, segundo o próprio Agostinho, quando uma pessoa tenta fugir de Deus, ela se depara Ele mesmo em sua frente, pois, onde Deus não estaria?
Portanto, ainda segundo ele, tudo reflete a glória de Deus, seja o que for, pois é criação de Deus.
Só que o que compartilho é esse prazer em ver o nome de Jesus explicitamente abarcando as obras dedicadas a Ele de coração.
Não significa que só é divino o que leva o nome de Deus. Mas, ispirado pelo valor que é dado na Bíblia ao nome dEle, eu fico muito mais feliz em ver uma obra expressando a graça de Deus aberta e explicitamente.